Você usa tramal para aliviar as dores do trabalho no Japão? Saiba que existe alternativa mais segura

Muita gente não sabe, mas medicamentos como o tramal são derivados do ópio, substância que facilmente provoca dependência e overdose. Embora o medicamento seja controlado, é comum encontrarmos brasileiros que o adquiriram sem receita médica, seja trazido do Brasil ou no mercado alternativo de medicamentos no Japão para lidarem com as dores provocadas pelo trabalho.

 

O tramal é uma droga que age no Sistema Nervoso Central, agindo nas células da medula espinhal e do cérebro aliviando a dor. No entanto, justamente por ter sua ação localizada na medula espinhal, responsável pelas funções vitais para nossa sobrevivência, que o medicamento se torna tão perigoso.

A maioria dos brasileiros que imigram para o Japão conseguem seu visto para vender sua força de trabalho nas fábricas. O trabalho destinado aos brasileiros costuma ser pesado e repetitivo, por conta disso diversas doenças laborais surgem e podem se agravar se não tratarmos adequadamente, o que muitas vezes exige licença de trabalho ou troca de emprego. O que acaba acontecendo, na maioria das vezes, é que o trabalhador permanece na mesma função que provocou suas dores, evoluindo para uma lesão ou problema crônico.

Na tentativa de sentir um alívio das dores e poder se dedicar ao trabalho, a automedicação torna-se frequente, inclusive as medicações para dor é um dos itens que preenchem as malas dos brasileiros na mudança para o Japão. Se o dorflex é a medicação mais comum a ser trazida para o país, uma vez que não é comercializada no Japão, o tramal também é popular e muitas vezes pode ser adquirido com pessoas que vendem remédios brasileiros ilegalmente.

Com a facilidade de obtenção o risco de uso abusivo aumenta, e com ele a dependência da droga. Cerca de 1/3 das pessoas que fazem uso de opioides por um mês desenvolvem dependência.

 

CBD como alternativa ao uso do tramal

O uso medicinal da canabis popularizado através do CBD, sigla para canabidiol, tem como principal indicação o tratamento para dores crônicas. Diferente dos opioides, a canabis não tem receptores na medula espinhal, e por esse motivo, não provoca overdoses. Além do mais, é uma substância que modula a ação dos neurônios sem provocar dependência e sem problemas na descontinuação abrupta do uso.

Nos países onde a canabis foi liberada para uso medicamentoso, os índices de uso e problemas derivados do abuso de opioide diminuíram, inclusive com diminuição do número de mortes.

A canabis tem o potencial de reequilibrar diversos sistemas do organismo que estão interligados ao sistema endocanabinóide, por isso, além de diminuir as dores também pode trazer benefícios de uma forma geral.

Entre as pessoas que podem desenvolver dependência para os opioides, apresentam maior risco aquelas que passaram por sofrimento psíquico e que possuem algum episódio traumático durante a vida, logo, podemos perceber que o uso do ópio também está relacionado com questões psíquicas, ou seja, eles também aliviam as dores da alma que muitas vezes são expressadas no corpo.

Nesse caso, o CBD também pode auxiliar, uma vez que atua como ansiolítico, antidepressivo, relaxante e modulador neuronal. No entanto, a substituição dos opioides pelo CBD deve ser feita de forma gradual e sempre acompanhada por um profissional capacitado para isso.

O Amae Institute é um espaço de atendimento psicanalítico, formação e reflexão em Saúde Mental para brasileiros no Japão.

Realizamos atendimentos particulares por videoconferência.

Os valores das sessões de psicanálise são combinados caso a caso diretamente com o analista.

Também realizamos orientações para o uso do CBD.

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