O uso medicinal da canabis como estratégia em Saúde Mental

Quando falamos de cuidados em Saúde Mental estamos nos referindo ao suporte que podemos oferecer em qualquer tipo de sofrimento psíquico, como depressão, ansiedade, bipolaridade, psicose, esquizofrenia e todos as outras nomenclaturas amplamente difundidas pela psiquiatria. A forma de tratamento convencional hoje é através da medicação como única estratégia, uma receita que muitas vezes leva ao agravamento dos quadros quando essa medicação é usada por longos períodos. Mas qual seria, então, as outras formas de lidar com o sofrimento psíquico?

 

A forma mais comum de tratamento do sofrimento psíquico hoje são os medicamentos psiquiátricos, no entanto essa forma também é a mais “pobre”, quando oferecida como única estratégia no cuidado em Saúde Mental. Isso acontece porque os psicotrópicos não tratam a causa do sofrimento, mas aliviam os sintomas para que outra estratégia seja possível.

Infelizmente, a grande maioria das pessoas que recorrem à psiquiatria não são avisadas disso, ou em países como o Japão, onde a psicologia e psicanálise não são práticas comuns na clínica ou serviços comunitários de saúde, se entende que a única forma de tratamento é mesmo a medicamentosa.

Nossa experiência do Brasil fala de uma rede muito complexa para cuidados em Saúde Mental, que envolve os Centro de Atenções Psicossociais (CAPS), Unidades Básicas de Saúde (UBS), Residências Terapêuticas (RT), Centros de Convivência e tudo aquilo que está no território, as pessoas que ali habitam e as diversas outras instituições. Aqui no Japão não temos essa complexidade de um trabalho na comunidade como o Brasil, embora os serviços de Saúde Mental também tenham passado por transformações nas últimas décadas.

Tanto no caso do Brasil como no Japão a medicação psiquiátrica ainda é central para o que podemos denominar tratamento hegemônico, mas agora temos a possibilidade de uma estratégia melhor: a canabis medicinal.

Junto de outras possibilidades de tratamento ela se revela muito melhor que os psicotrópicos e a principal diferença é que ela atua no sistema endocanabinóide, sistema que todos temos interligando diversos outros sistemas no corpo e que é primordial para a manutenção da saúde, inclusive a Saúde Mental. Se por um lado as a medicação psiquiátrica é altamente viciante e provoca mudanças estruturais no cérebro, a canabis funciona ajudando todo o corpo em suas funções. A canabis na sua forma de óleo de espectro amplo não provoca dependência e não apresenta risco de overdose, mesmo sendo muito eficiente.

O uso medicinal da canabis, combinado a estratégias psis, tais como a psicanálise ou psicoterapia, pode ser uma grande aposta para quem passa por qualquer tipo de sofrimento psíquico.

 

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