As  principais dúvidas sobre CBD no Japão

Cada vez mais os brasileiros que moram no Japão estão tomando conhecimento sobre a possibilidade de se cuidar com o CBD, sigla para canabidiol, um dos componentes da canabis. No entanto existem diversas dúvidas e muitas vezes condutas não recomendadas que podem te levar a ter uma experiência ruim com o produto. Elencamos aqui algumas dúvidas frequentes para te guiar no mundo canábico.

1 – Posso ser preso no Japão se comprar um produto com CBD?

Desde que o CBD não contenha THC, substância psicoativa, ele é legalizado no Japão.  O consumidor deve estar atento se há indicação de ausência de THC, geralmente essa indicação vem na forma “THC free” ou 0% THC”.

2- É melhor comprar o CBD no Japão ou importar?

O CBD pode ser importado no Japão, mas para isso você precisa ter certeza de que não há THC, importar qualquer produto com THC pode ser enquadrado como tráfico de drogas e estar submetido a prisão e multa. Dessa forma, indicamos que os produtos sejam comprados por revendedores japoneses ou produtos produzidos no Japão, para que não haja mal entendido.

3 – Como escolher o site para a compra?

Os sites de compra mais confiáveis exibem documentação comprovando a ausência de THC na fórmula do produto. Também podemos encontrar empresas que exibem a porcentagem de outros componentes dos produtos de CBD, como por exemplo os óleos de broad spectrum que possuem outros tipos de canabinóides, além dos terpenos. Saber a concentração desses componentes pode te ajudar a encontrar o melhor óleo para seu problema.

4 – Há lojas físicas no Japão?

Sim, principalmente na região de Tóquio. Além das lojas você também pode encontrar CBD coffe shop, cafeterias com a possibilidade de pedir sua bebida com algumas gotas de óleo de cbd.

5 – É melhor escolher o óleo ou produtos alimentícios com CBD, como balas, chocolates, etc?

Tudo depende do problema que você gostaria de lidar com o uso do CBD. Há óleos de broad spectrum, ou seja de amplo espectro, ou óleos com CBD isolado, já os alimentos são feitos com CBD isolado. A diferença é que os óleos broad spectrum possuem outros canabinóides e alguns terpenos, essa combinação garante um efeito chamado “comitiva”, uma espécie de sinergia própria do óleo capaz de abranger mais amplamente nosso organismo. No caso do CBD isolado, seja no óleo ou nos alimentos, podemos contar somente com a ação do CBD. Pode ser que algumas pessoas se sintam melhor com um desses óleos, dependendo do problema.

6 – Posso dar o óleo para meu filho autista?

Muito tem se falado sobre o tratamento do autismo com óleo de CBD, no entanto, os melhores efeitos são conseguidos com os óleos full spectrum, com THC, que são proibidos no Japão. Além do mais, as crianças devem ser acompanhadas de perto por um profissional da saúde com conhecimento suficiente em tratamento com canabis. Esse profissional pode ajudar a escolher o melhor óleo, orientar na escolha da marca, ajustar a dose e reconhecer efeitos colaterais indesejáveis. Sempre que escolher o tratamento com canabis é importante ter a orientação de um profissional de confiança.

7 – Há efeitos colaterais?

Embora o CBD seja bastante seguro, apresentando pouca intoxicação hepática, por exemplo, há vários efeitos colaterais, entre eles: boca seca, variação do humor, sonolência, taquicardia, diarreia ou prisão de ventre, dor de cabeça, tensão muscular, entre outros.

8 – Qualquer pessoa pode tomar o óleo?

Não. Algumas pessoas podem não metabolizar o CBD ou ter reação alérgica a algum dos produtos da fórmula.  No caso da não metabolização ela pode ocorrer por questões genéticas e provocar muitos desconfortos.

9 – O CBD serve para dores crônicas no corpo, derivadas do trabalho na fábrica?

Um dos efeitos do CBD é o de alívio de dores, principalmente dores crônicas, então ele pode ser usado para aliviar dores do trabalho repetitivo e pesado das fábricas no Japão, mas cuidado para não exigir demais do corpo quando não estiver sentindo dor, pois nesses casos a dor serve para nos alertar que estamos exagerando no trabalho.

10 – O CBD serve para artrite e artrose?

Muitos trabalhadores brasileiros no Japão acabam desenvolvendo algum desses problemas pelo excesso de movimentos repetitivos ou pelas horas que passamos em pé e em uma determinada posição. Há relatos clínicos e científicos bastante promissores e se você vai constantemente ao ortopedista para pegar sua receita de diclofenaco ou tomar sua dose injetável de ácido hialurônico (a famosa injeção aplicada frequentemente pelos ortopedistas), o CBD pode ser uma ótima alternativa, uma vez que não sobrecarrega o organismo (fígado e rins) como os remédios alopáticos e ainda podem te auxiliar a equilibrar seu organismo.

 

O Amae Institute é um espaço de atendimento psicanalítico, formação e reflexão em Saúde Mental para brasileiros no Japão.

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Os valores das sessões de psicanálise são combinados caso a caso diretamente com o analista.

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